Resgates de Bichos-Preguiça em Meio à Seca e Queimadas no Oeste do Pará

A severidade das queimadas e a prolongada estiagem no oeste do Pará têm gerado uma mobilização significativa entre brigadistas e comunidade local. Esses esforços não se limitam apenas ao combate ao fogo, mas também incluem o resgate de animais silvestres em perigo. Recentemente, dois bichos-preguiça foram salvos em situações críticas nas cidades de Juruti e Belterra.
Resgate em Juruti: Ação Rápida Contra o Fogo
Em Juruti, um bicho-preguiça foi encontrado cercado pelas chamas durante uma ação de combate ao incêndio florestal. Brigadistas da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, em parceria com o Norte Resgate e a Defesa Civil, atuavam na contenção do fogo quando avistaram o animal em perigo. Rapidamente, as equipes interromperam suas atividades para realizar o resgate, garantindo a segurança do animal.
Cuidados e Reintegração do Animal
Após o resgate em Juruti, o bicho-preguiça foi submetido a uma avaliação veterinária, onde recebeu os cuidados necessários. Uma vez que estava em condições adequadas, o animal foi devolvido a uma área de mata segura, longe dos focos de incêndio, permitindo que ele retomasse sua vida natural sem riscos.
Busca por Água em Belterra
Enquanto isso, em Belterra, um bicho-preguiça se aproximou de uma residência na comunidade de Pindobal, em busca de água. O morador Marcos Vieira registrou o momento em que o animal apareceu em seu quintal durante a madrugada. Reconhecendo a situação crítica de estiagem que perdura na região, ele imediatamente providenciou água através de uma mangueira e ofereceu alimentos ao bichinho.
Riscos do Contato com Áreas Urbanas
De acordo com o biólogo Esrom Paixão, responsável técnico pelo Zoológico da Unama, a presença de animais silvestres em áreas urbanas é um reflexo da destruição de seus habitats naturais. Essa aproximação acarretam perigos significativos, como atropelamentos e ataques de cães, além de choques elétricos. Portanto, a intervenção humana deve ser cautelosa.
Orientações para a População
Especialistas enfatizam que a população não deve tentar capturar ou alimentar animais silvestres por conta própria. Caso alguém encontre um animal ferido ou em situação de risco, a recomendação é contatar imediatamente as autoridades competentes, como o Corpo de Bombeiros ou a Secretaria de Meio Ambiente local, para que o resgate seja realizado de forma segura e adequada.
Esses incidentes ressaltam a importância de ações coordenadas entre a comunidade e os órgãos ambientais para a proteção da fauna local, especialmente em tempos de crise ambiental, como a seca e os incêndios que afetam o oeste do Pará.
Fonte: https://g1.globo.com













